Thelema for Dummies

Aleister de Gwyllm LLwyd

Falar de thelema chega a ser complicado.É um assunto bastante complexo extenso,mas pode ser resumido satisfatoriamente.Esse será um guia introdutório de thelema feito na forma de um F.A.Q descompromissado.

1.O que é thelema ?

Thelema é uma doutrina espiritual de base mística e mágica que trata de ascender o homem a sua verdadeira natureza e verdadeira liberdade.Ela teve um leve início com François Rabelais durante o período do Renascimento Italiano através de sua mais famosa obra,que é Gargantua e Pantagruel,em que tratava do questionamento das estruturas já defasadas da Igreja e da Idade Média que ainda obscureciam a mente e tolhiam a liberdade de expressão das pessoas,servindo como base para o proto-anarquismo/socialismo.

Seu texto mais evidente dentro da obra em questão foi Abadia de Thelema,onde relatava o cotidiano de uma abadia heterodoxa aos padrões monásticos,cuja regra maior era Fai ces que voudras”,”fazer o que se quiser”,nada sendo proibido àqueles que buscava a verdadeira liberdade.

Posteriormente num dia particular de abril um britânico de nome Aleister Crowley,engajado ocultista e antigo membro de uma ordem de caráter rosacruciano chamada Aurora Dourada (“Golden Dawn”) passa por uma experiência mística que o faria cinco anos depois atestar o fim de uma era de dor e mortificação condensadas no credo do cristianismo.Essa era,ou “Aeon” (pronuncia-se “Éon”) estabeleceria uma nova lei que regeria os homens em busca de liberdade espiritual sem mais mortificações e terrores provocados pelas religiões e suas patologias esquisofrênicas e dos credos científicos que deixavam o homem a beira do niilismo e auto-destruição.

2.O que thelema prega?

Thelema,acima de tudo,advoga a liberdade e autonomia do homem.De certa forma tem como o homem um ser divino a ser ascendido aos céus como um rei e não mais um sofredor que se martiriza em busca de um perdão para poder crescer,seja por medo do demônio ou do inferno de penas eternas.Para isso bastaria o homem se libertar desse antigo modo de vida e agir como um ser realmente divino na conclusão de seu verdadeiro desígnio divino,chamado dentro da doutrina de Verdadeira Vontade.

3.Thelema é algum tipo de religião?

Isso depende do que formos considerar ou não como religião.A definição etimológica original para religião advém do termo “cultus”,ou culto,o credo espiritual oficial do Estado Romano,uma vez que a palavra deriva do latim,lingua morta e materna dessa civilização.Diferentemente,religião em si surgiu da palavra “religare”,cujo significado é “religar”,unir o homem a algo maior que ele ou reestabelecer a conexão original com o divino.

De certa forma pode-se dizer que sim,thelema é uma religião no sentido de religar e não,thelema não é uma religião com dogma imposto ou propósito de placebo ou garantia pós-morte de uma felicidade vindoura,o que a desqualifica nesses quesitos.

4.Então porquê se fala que thelema tem um “Profeta”,um “livro sagrado”,uma “lei” e uma “revelação” se thelema não é religião?

Aleister Crowley,quando das suas experiências,teve um contato com uma entidade espiritual praeter-humana (ou alienígena,se preferir) de nome Aiwass,que se dizia ministra do novo regente da era que se iniciava,de nome Hórus (e seus nomes derivados) cujo propósito dado a ele era ser o Profeta dessa boa nova.

Parece um pouco estranho a princípio,mas o caráter desses termos não é no sentido religioso tradicional e estrito senso no qual estamos acostumados.Pense assim:Crowley recebeu uma mensagem (“revelação) na forma de uma ordem (estabelecer uma “lei”) e teve de escrever as suas instruções no papel para não perde-las e assim preservá-las para a posteridade (o “livro sagrado”) com o intuito de poder transmitir aos demais como seu principal divulgador (o “profeta”).

Não é algo que seja absurdo ou novidade.Todas as doutrinas conhecidas que tenham sido condensadas em corpo escrito e prático foram decorrentes de revelações externas ou internas.A exemplo das cinco grandes religiões (a saber:hinduismo,budismo,islamismo,judaismo e cristianismo) que anjos ou deuses vieram de outros mundos longinquos conversar com os buscadores eleitos e chamá-los a espalhar as “boas novas”.

Dentro desse contexto thelema parece uma revelação menor e algo mais agregado a espiritualidade que um placebo dogmático para as grandes questões que o homem levanta a respeito de tudo.

O Livro da Lei (conhecido como Liber AL vel Legis),onde está condensada a doutrina e o sistema de ascenção espiritual,não sendo nenhum fator de autoridade de impor qualquer tipo de verdade ao adepto.Em thelema preza-se sobretudo sobre a liberdade.O adepto é livre para tratá-la como quiser,seja religião ou diretriz simbólica.

5.Do que trata o livro central dessa doutrina,conhecido como Liber AL vel Legis,vulgo “O Livro da Lei”?

Em síntese,trata:

1.Da identificação do homem com um ser divino que deve ascender a beatitude sintetizado na frase “todo homem e toda mulher é uma estrela”.Mas para tal,o homem tem de sair da condição mortificada de pecador,que de fato nunca existiu,por seu uma ilusão que o prende em ignorância.Essa filosofia de subserviência e submissão afastaria o homem da união com o universo.

2.Essa união de propósito com o universo se daria através da Grande Obra,um processo de iluminação longo e demorado,mas que só pode ser realizado por meio da Verdadeira Vontadade,um propósito divino que está no âmago de cada ser humano em busca da ascenção.

3.Essa aplicação da Verdadeira Vontade,se for verdadeira mesmo,reverbera em todo o universo,fazendo-o “conspirar” ao seu favor,porque a sua vontade,se divina,corresponde em gênero,número e grau a vontade de todo o Universo.Daí a frase mais citada nas saudações thelêmicas:”faze o que tu queres,há de ser o todo da lei” (essa tradução não é definitiva,uma vez que a lingua sagrada de thelema é o inglês a frase original foi pensada para o contexto desse idioma,podendo a tracução muitas vezes sofrer corruptelas intencionais ou não)

4.Essa união de vontades com o Universo se daria através da exaltação do homem como divindade através da apoteosis,processo espiritual gnóstico e hermetista de divinização do homem como um deus de fato e exercício,em querer ser “mais que humano”(um dos lemas e juramentos de iniciação da Golden Dawn) ao encontrar o Sagrado Anjo Guardião.Um dos motivos de ser da frase “amor é lei,amor sob vontade”.

6.”Faze o que tu queres,há de ser o todo da lei” significa fazer realmente tudo o que der na mente?

De forma alguma.Todo ato praticado pelo homem não é totalmente destituído de responsabilidade.Ação na maioria das vezes tras consequências a quem as pratica,independentemente de qualquer tipo de moral ou censura sob o pretexto do karma.

Isso porque o que deve ser apreendido dessa frase é que o ser humano,quando cumpre sua Verdadeira Vontade tem o “aval” do Todo de realizá-la,porque está em conformidade com a “lei” ou leis da natureza e do Universo.O universo literalmente “conspira” a favor daqueles que seguem seus próprios desígnios e lutam para emitir seu brilho próprio.Não tem nada a ver com moral ou costumes,pois até uma puta e um mendigo podem se iluminar se seguirem seus desígnios sagrados.Mas o amadurecimento pessoal talvez lhe traga a luz quando começares a refletir sobre a frase de Nietzsche,que diz:”Torna-te aquilo que és”.

7.Então “Faze o que tu queres” é um aval de liberdade ao homem de ser aquilo para o qual nasceu e vive.Mas como então eu posso saber o propósito que me move se eu não sei nem quem sou?

É disso que se trata,da busca.Afinal,não teria propósito algum de se buscar aquilo que é se se já sabe o que é.Parece complicado,entendo.Até para mim mesmo é complicado.

O desafio que se passa para se descobrir aquilo que se é e que se faz como Verdadeira Vontade.Essa busca é o que se chama nos sistemas mágicos mais em voga (como Abramelin) de buscar contato e conversação com o Sagrado Anjo Guardião.Não entrarei muito em detalhes sobre a natureza do S.A.G,mas em resumo,o contato e conversação revelariam qual a Verdadeira Vontade do praticante,aquilo que o move em direção a sua execução que muitos conhecem por Grande Obra.

Isso porque o homem sofre pela separação da execução desse propósito sagrado.Seguir a lei     sagrada e executá-la sem propósito egoísta e sem espectativa objetiva é um ato de amor,amor este direcionado pela vontade.Amor que tudo move.Thelema é uma palavra grega cujo significado é vontade e convertido em cabala por um método numérico e linguístico chamado gematria.Em gematria a palavra amor tem o mesmo valor de vontade.

Daí se dizer “Amor é lei,amor sob vontade”.

8.Thelema é anti-cristã?

Essa é uma das perguntas mais difíceis que eu conheço.É uma pergunta de temática polêmica,porque quando se trata de paradigmas e crenças pessoais é natural que cada um escolha seu ponto de vista a defender.

A começar pelo próprio cristianismo,que muitos que se dizem cristãos nunca pararam para pensar a respeito de sua própria fé e tem engolido por séculos respostas prontas sem o mínimo de questionamento.Não vou entrar no mérito de dizer o que o cristianismo é ou não com base em achismos somente.

Meu posicionamento aqui é ocultista e iniciático.Todas as religiões tem um sistema iniciático oculto (ou em resquícios) dentro de sua estrutura.Com o cristianismo essa regra é a mesma.Jesus foi um judeu que teve contato com várias vertentes diferentes do judaísmo e foi rabino,uma vez tendo ele sido iniciado ele é ungido em óleo sagrado que representa a unção do Espírito Santo,quesito no qual o tornou adepto capaz de executar prodígios miraculosos que,do ponto de vista mundano,seria simples milagre,mas do ocultisma,é simples magia.

Daí ele ser conhecido como “O Cristo”,porque a palavra Cristo é um título de honra espiritual que significa “ungido” (dada a sua iniciação) da mesma forma que Sidarta é conhecido como “O Buda” (“O desperto”) e Gandhi de “Mahatma” (“O grande homem”).A natureza real do cristianismo é iniciática.Tal era o entendimento disso que foi incorporado com as práticas mágicas da antiguidade e preservado no modelo de ciência oculta e alquimia ocidental por vários mestres (Papus,Levi,Guaita…) e tradições (martinismo,rosacrucianismo…) na Europa como um todo.

O outro cristianismo,o cristianismo vulgar de dogma e alienação imposto a plebe é o que Marcelo Ramos Motta costumava definir como “cristismo”,ou cristianismo romano-alexandrino,influenciado por Roma e destruidor das demais crenças que afrontavam seus dogmas de fé.Esse cristianismo foi o que imperou acima do primeiro (que foi relegado á marginalidade) e continua atualmente ativo e operante.

O que novamente deve ser frisado para que o iniciante entenda a questão é que todos os credos religiosos tem sistemas de iniciação como base.Sistemas esse cujo propósito é retirar o homem do estado de ignorância e levá-lo a estados de beatitude,não importa se dentro do budismo,hinduísmo,judaísmo ou qualquer outro credo existente.Todos tem esse propósito.Em cada época um dentre vários se destacava e ditava a tendencia do momento,como uma corrente energética de operação,diretriz e execução.

Em thelema isso foi interpretado temporalmente como os Aeons,que são basicamente três:

1.Aeon de Ísis,cujo sistema de iniciação era primitivo e ligado à mulher,uma intensa ligação animista com a natureza e relacionado a infância do mundo.Conexão com a terra.A condição materna e feminina em voga,simbolizada por Ísis.

2.Aeon de Osíris,cujo sistema de iniciação estava conectado aos ciclos de início e fim,vida e morte,nascer e por-do-sol.A morte como iniciadora do homem,que deveria se purificar das impurezas no processo para renascer como um homem puro e iluminado.Identificação com Osíris e o caráter patriarcal.Aeon esse cujo maior credo que obedece a premissa é o cristão.

3.Aeon de Hórus.O Aeon atual,em que a identificação do homem passa a ser com o sol sem ciclos aparentes de nascer e poer,mas com a sua imortalidade e “eternidade”.Identificação com o caráter solar,de rei,cuja divindade-símbolo mais evidente é Hórus.Aeon no qual encabeça a doutrina thelêmica.

Dentro desse raciocínio é natural que os sistemas de iniciação sofram modificações a fim de se atualizar com o pensamento e desenvolvimento da humanidade como um todo não excluindo que outros mais antigos ainda permaneçam ativos.O conceito de tempo não é algo meramente corrido,mas inerente também ao espaço.O tempo é uma dimensão tangível dentro de nosso universo.Tanto que é chamado na física moderna de Espaço-Tempo.

Isso por ser comum que em comunidades primitivas que ainda estejam no neolítico tenham sistemas de iniciação do Aeon de Ísis continuem convivendo ao mesmo tempo presente com o cristianismo (do Aeon de Osíris) e thelema (do Aeon de Hórus).Nada exclui que o indivíduo se inicie em qualquer sistema que queira se assim for da vontade dele.É tudo questão de tendência.

Em thelema a tendência é uma troca de formas,fórmulas e conceitos que o Aeon anterior deixou.Se no anterior a morte era o cerne da iniciação e o martírio,purgação e pecado conceitos comuns a busca do homem.No atual,de Hórus,esses conceitos são destruídos,não servindo mais ao homem comum que por muito tempo ficou relegado e mortificado na condição de escravo que se curvava para se purificar de “pecados”.Pecados estes ilusórios e que o afastam de sua Grande Obra.Para isso o homem deveria se conectar não mais ao mito de vida e morte do sol,mas de realeza solar,como um rei (e não mais um escravo) que deveria concluir e fazer sua vontade e assim ser verdadeiramente livre.

Essa é a real oposição de thelema ao cristianismo (o romano-alexandrino),que já teve sua época e não mais serve ao conceito atual e evolutivo da humanidade (mas nem por isso deixa de ser menos importante.O caráter crístico de unção e iniciação é universal e mesmo em thelema se faz presente,devendo ser estudado e levado em consideração).Isso responde a pergunta:Sim,thelema é anti-cristã no sentido de combate ao mal do “cristismo”(cristianismo romano-alexandrino) hipócrita e castrador espiritual e não,thelema não se opõem ao caráter iniciativo do cristianismo esotérico,mas o relega a um plano secundário uma vez que os conceitos de iniciação e desenvolvimento espiritual sofreram um aperfeiçoamento.

9.Então o que explica as atitudes polêmicas de Aleister Crowley ?

Outro questionamento difícil e complexo de ser respondido.

Um dos grandes erros do iniciante é o erro sobre o paradigma da pureza e da perfeição.Muitos pensam que pureza deve se associar inexoravelmente aos conceitos de “luz” e “bondade” em oposição a “trevas” e “maldade”.Ledo engano,isso se trata de um dualismo em considerar o mundo como uma luta de opostos eterna em que o “bem” no final impera sobre o “mal” para todo o sempre.

A melhor ilustração que eu conheço é a de Moisés quando teve com Deus na sarça ardente.O profeta do Êxodo perguntou para o arbusto em chamas se se tratava do Deus de Isaac,Jacó e Abraão.Ao que responde a sarça:”Eheieh”,cujo significado é “Eu sou o que sou”.

Se Deus simplesmente É,ele não necessita de definições que o limitem,tampouco de dualismos que o afastem do homem.De uma forma ou de outra ele é um só em TUDO.Seja luz,trevas,bem,mal…pois são conceitos morais menores que afastam o homem da Verdade em todas as coisas.

O mesmo se dá com o conceito da pureza e perfeição.A luz pode tanto cegar quanto aquecer,assim como as trevas podem ser a princípio temidas,mas se tornam benéficas a uma boa noite de sono.A pureza de um copo de veneno chega a ser preferível a palavras de “paz e amor” ditas sem sinceridade.

O mesmo se dá com a perfeição.A natureza das coisas é perfeita pela naturalidade,não por uma perfeição simétrica e ordenada,pois o caos é a engrenagem invisível que dá sentido a ordem.

Dado isso,muitos costumam associar mestres aos critérios de perfeição instantânea e isentos de erro.O mestre também é humano!Não foi só Crowley que fez merda em vida,mas como tantos outros que buscam se aperfeiçoar no caminho da iniciação.

Jesus já deu porrada em muito tolo e algumas vezes veio também “trazer a espada”.Pra quem tá pensando que ele foi somente um carinha bonzinho tá enganado.Assim como grandes mestres como Dalai Lama tiveram mestres ignorantes e brutos…ou mesmo monges zen que jogavam seus discípulos na lama.Dois exemplos que estão inseridos em religiões que pregam a paz!

Não dá para concordar ou discordar totalmente com tudo o que Crowley fez ou não em vida.Ele já morreu e nem existe mais.Já se iluminou e alcançou sua plenitude.

Sim ele fez cagadas fenomenais,foi um crápula,caloteiro,brigão,orgulhoso,grosso,rude e outros adjetivos intermináveis,mas ele foi sincero com sua busca e consigo mesmo e em nada desmerecendo a sua contribuição à magia e ao ocultismo.O mestre que é mestre não só afirma que é um,mas simplesmente É.Crowley foi um grande mestre e por mérito próprio que em nada o diminui a outros que houveram pelo mundo.

Não estou aqui para justificar o que não pode.Nem para julgar em demasia.A conclusão no final é sua.

10.Qualquer um pode se tornar um thelemita?O que é necessário para ser um thelemita?

Quanto a primeira pergunta,para se tornar um thelemita precisa-se sobretudo se identificar com a proposta e objetivos inseridos em thelema.Não como um dogma de fé que deve ser pregado aos quatro cantos do mundo,mas como uma diretriz pessoal de vivência,estudo e prática da lei no cotidiano.Esse é o desafio.Aceitar o Livro da Lei e o Profeta e tudo o que está inserido na doutrina também é importante,por serem coisas centrais do paradigma de quem é thelemita,mas são mortos se não houver sinceridade de busca do praticante.

Thelema é vontade acima de tudo,independetemente do caminho escolhido.Até mesmo se não for o caminho thelêmico.Se o indivíduo estiver de acordo com sua vontade como lei pessoal e executá-la é ainda mais válido que os que posam como falsos thelemitas e se cumprimentam falsamente com as saudações sagradas da doutrina e não pratiquem a doutrina de forma saudável e sincera e não consigam executar suas vontades,mas impondo dogmas ou polêmicas em nome de uma suposta vontade de Crowley!De nada vale que se chamem de thelemitas!Que sejam jogados ao fogo como os galhos infrutíferos de uma árvore podre!

Se a intenção e objetivo forem verdadeiros,a chama de Hadit queimará no âmago de seu coração assim como arde no núcleo de cada estrela.E só aí saberás que és um thelemita.

11.O que você me indica para começar a ter um estudo mais aprofundado do assunto?

O propósito desse F.A.Q é apenas de ser uma introdução concisa sobre o tema.Não tem como preteção abordar tudo,porque muitas perguntas surgirão no decorrer dos estudos e nem todas elas podem ser respondidas de imediato.

O propósito do Lamparina Mágicka é ser uma pequena chama que ilumina os caminhos daquele que busca alguma coisa.Só indicamos as estradas da senda.Percorrê-las cabe aquele que ousa ser audacioso.

Livros

A Magia de Aleister Crowley-Um Manual dos Rituais de Thelema,de Lon Milo Duquetti,Ed.Madras

Fundamentos de Magia (K),de Sergio Bronze,Ed.Madras

Aleister Crowley-A Biografia de um Mago,de Johan Heyss,Ed.Madras

Obs:Terão suas devidas resenhas em breve estes livros.

Outras fontes

Thelema -Artigo mais detalhado do Wikipédia

Thelema:Uma religião da Nova Era – Artigo do Carlos Raposo em que advoga thelema como religião

Um tipo estúpido de injúria (thelema é uma religião?) -Artigo de FR.Αληθέυω em que este advoga thelema não ser uma religião

Guia da transformação thelêmica -Texto de Charles Stanfeld Jones (vulgo Achad) sobre o tema,direcionado áqueles que se interessam em ser thelemitas

Liber Oz – Uma síntese da doutrina thelêmica.Serviu de inspiração para a criação da obra “O Mago de Oz”

Carta a um maçom – Texto do Marcelo Ramos Motta a um maçom advogando contra o “cristismo” em favor de thelema

Os antecedentes de thelema – Texto do Crowley sobre thelema e o que a antecedeu.Aborda  a obra de Rabelais que moveu os primeiros conceitos de thelema.

Creio que de início seja o suficiente para um estudo introdutório do tema.

Espero ter ajudado,

Abraxas.

“Amor é lei,amor sob vontade”

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Sobre abraxasimago

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8 respostas para Thelema for Dummies

  1. Vortek disse:

    Ótimo texto introdutorio!

  2. Thais Thaluthien disse:

    Gostei muito do texto. Explicou várias coisas que eu não entendia na Thelema.

  3. Aspargo disse:

    O proprio Crowley disse, anos mais tarde, que a entidade Aiwass era ele mesmo. Basta pegar a o anagrama Aiwass e chegará a Aleister Crowley. Deve ser corrigido o texto por que a partir desta informação muda todo contexto da thelema, sendo obra pessoal de Crowley, nada tendo a ver com uma entidade “alienígena”.

    • AbraxasImago disse:

      Engano seu Aspargo.Alienígena significa estranho,relativo a algo exterior ao sujeito.O Sagrado Anjo Guardião é algo alienígena ao indivíduo,externo,a ser buscado,um anjo enviado a mando de Adonai.

      Sim,de fato Crowley disse que Aiwass era seu SAG,mas ao primeiro contato e descrição de como é ele,relatou que se tratava de uma entidade “praeter-humana”,ou seja,não-humana e portanto alienígena.Teve que vir posteriormente o Kenneth Grant confirmar essa informação em suas trilogias tifonianas.

      Link de referência:
      http://migre.me/78d5i

      Espero ter esclarecido o equívoco.

      Inté,

      Abraxas.

      • Aspargo disse:

        Obrigado pelo esclarecimento. Vou ficar um pouco chateado, já que sou um pouco estranho, vão começar a me chamar de alienígena! ba!

        Brincadeira.

        Até mais.

  4. AbraxasImago disse:

    Queisso má!hauhauha

    Aspargo,fique a vontade para estranhar e discordar sempre.Sua participação no blog é sempre bem vinda e muito me alegra.

    No mais foi até mesmo um vacilo meu que eu não tenha atentado por essa casca de banana que o mal entendido da palavra alienígena possa provocar.Ainda estou aperfeiçoando minha escrita e evitando esse tipo de gafe ambigua…

    No mais,sou assim mesmo.Não sei de muita coisa e por isso continuo estudando.

    Até,

    Abraxas

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